segunda-feira, 5 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Dos sentimentos dos encantados #1
Assim como o coração é para o amor, as sextas-feiras são para Oxalá.
Retomo o exercício das letras neste terreir’eletrônico motivado pelo encontro com a Yayá do poema-canção que por ela esperava.
Se músico tarimbado fosse, um lindo arranjo faria. Desprovido de tal talento, sigo à capela desse sentimento. Èpa Bàbá!
Manhã branca , sexta-feira
Minha alma tá festeira
Que é dia pra Oxalá
Rumpilés bateram
Iaô juntou oterreiro
Namagia do axé
Onde vou me encantar
Lá iê, lá iô ô
canção
Ketu éminha nação
Salve o povo yorùbá
natureza ganha vida
Omeu santo regozija
Êêêê, Épa Bàbá
Lá iê, lá iô ô
Retomo o exercício das letras neste terreir’eletrônico motivado pelo encontro com a Yayá do poema-canção que por ela esperava.
Se músico tarimbado fosse, um lindo arranjo faria. Desprovido de tal talento, sigo à capela desse sentimento. Èpa Bàbá!
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| Foto: Adenor Gondim |
MANHÃ BRANCA
Acordei sorrindo
Iaô juntou o
Na
E vai lá me ver
E vai lá me ver
Vai, nega Yayá
Cale o pensamento
E escute a Ketu é
No meu coração odara,
A O
Êêêê, Épa Bàbá
E vai lá me ver
E vai lá me ver
Vai, nega Yayá
(Iniciada na manhã de 29/maio /09, sexta-feira ...)
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terça-feira, 8 de março de 2011
No dia d'Elas
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| Foto: Adenor Gondim/www.apenasbahia.blogger.com.br |
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
"Minha Ilhéus" ganha 2ª edição
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| (Clique na imagem para ver ampliada) |
Na Academia de Letras de Ilhéus, hoje (23/12) mais à noitinha a partir das 18 horas, será lançada a segunda edição revista e ampliada do livro “Minha Ilhéus - Fotografias do Século XX e um pouco de nossa história”, de José Nazal Pacheco Soub.
Fotos: Acervo José Nazal
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| O "Ilhéos Hotel" e o velho cais |
Sob o zelo editorial da Via Litterarum, a nova edição traz 42 páginas a mais com novos textos e fotos da cidade histórica, a princesinha do Sul da Bahia que um dia foi a Capitania Hereditária de São Jorge dos Ilhéus. 476 anos de existência. E haja história que Zé Nazal (meu tio admirado) retrata, com tamanho carinho dum filho que tem por sua mãe aquele amor indecifrável, as belezas de Ilhéus e o legado de seu povo grapiúna. Desde a fundação da capitania na época do Brasil colônia, entre histórias dos governos, diocese, fatos marcantes com imagens antológicas e saudosas da cidade que foi geografia pessoal de Jorge Amado em inúmeros romances. Feita, assim, a "Terra dos Sem Fim".
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| Avenida Dois de Julho no passado |
Fotógrafo apaixonado pela terra natal, Nazal traz simetrias visuais entre o passado e o presente das paisagens e cenários de Ilhéus, revelando ainda importantes documentos de época, como noticiários de gazetas de outrora que hoje estão abrigados no Arquivo Público, no prédio do antigo Colégio General Osório.
Não vou falar mais nada sobre “Minha Ilhéus”, pois nada do qu’eu disser é comparado à leitura deste livro fundamental para todo e qualquer cidadão ilheense ou amante da terra de Gabriela, cravo e canela. Clique aqui que é melhor.
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Terreir'eletrônico de cara nova pra 2011 e cadê Exú?
Reprodução
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| "A Bahia", de Carybé, 1939 |
Ontem (21/12), noite cheia de lua como a porra, um céu lindo. E resolvo mudar a cara desse meu blog tão maltratado ultimamente. Longe de ser o Armengue Press que um dia foi, ainda tenho vontade de fazer as pazes com ele, pois sei que nele está a minha salvação. Eis que fui photoshopar. Escolher as imagens para fazer a "tarja-de-abre-caminho" do meu terreir'eletrônico. Uma imagem que não abro mão é essa foto linda do genial conterrâneo Adenor Gondim. Tomei a liberdade de versar a imagem do pequeno que, numa cidadezinha do interior da Bahia, faz levantar a poeira do chão de terra batida sonhando com seu cavalo imaginário, aquele amigo inseparável. Acredito que essa cena diz muito sobre mim, traz recordações inestimáveis. Fitando-a, ela convida-me para um conto, que pretendo escrever logo logo.
Faltava algo para completar esse ARMENGUE. Aí, lembro do quadro "A Bahia", do "baianargentino" Carybé. Pintada em 1939, a obra retrata o que é essa mestiçagem cultural que resulta em nós, baianos. Tá lá o panteão d'África, dos rumpilés, iaôs, capoeira, negras lascivas de encontro com ibejis, malandros no jogo e a religiosidade e tradições europeizantes que revelam toda a magia, alegria, cultura, fé e festa que não saem das cucas daqueles sob o sol do paralelo 13. Eis... a Bahia!
Ao lançar sobre as imagens fundidas a logomarca feita pelo querido amigo e designer Rubem Filho, me pergunto: - oxe, cadê Exú? E logo vi que ele já encontrou seu lugar, ali, à espreita, por detrás do "M" de Maria e, matreiramente, a fletar por baixo das vestes da Santa. Que danado!
Que nessa passagem, sigas na frente, meu cumpadre, desbravando comigo os caminhos. Comunicaremos e viveremos entre mundos & culturas. E, se a incompreensão é uma marca que carregamos juntos, laçaremos amanhã aos olhos incrédulos aquela pedra que acertará o passáro da dúvida, ontem. Laroiê!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
"Dona Solução reveja o meu caso com atenção"
"Ninguém sabe quem sou eu. Também já nem sei quem sou. Eu bem sei que o sofrimento de mim até se cansou. Na imitação da vida ninguém vai me superar...". Talequal um Cartola, um Nelson e Paulinho, Oscar da Penha, o Batatinha, da Ladeira da Preguiça para olimpo do samba. Da caixinha de fósforo, a poética tipográfica de sambas refinados na dor e verdade... Salve, Batata!
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Poemeto pela minha passagem
dia dela, dia santo
festa na Bahia
de Oxum e Conceição
dia meu, avanço
sigo a guia
que ruma o coração
festa na Bahia
de Oxum e Conceição
dia meu, avanço
sigo a guia
que ruma o coração
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Adeus, Saul!
Foto: José Nazal
Um suspiro traz tristeza na manhã de hoje. A música baiana de luto com o falecimento do violonista e compositor ilheense SAUL BARBOSA. Músico refinado, verdadeiro, de violão mandingueiro compôs inúmeros sucessos, entre eles canções que se tornaram hits do carnaval em parcerias com Carlinhos Brown. Como lembra tio Zé, em seu "Catucadas", no ano passado Saul apresentou seu show "Cidade Aberta", com ilustres convidados como Gerônimo, Ivan Lins, entre outros no aniversário do Teatro Municipal da querida Princesinha do Sul. Fica a homenagem a esse ilheense dos melhores, um verdadeiro grapiúna! No video abaixo, Saul com sua melhor intérprete, Margareth Menezes, acompanhados de Peu Meurray. Axé!
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Dia Mundial da Fotografia
Foto: Netun Lima
Futebol é eu e meu mano (grifo meu)
Hoje, 19 de agosto, é o dia dedicado aos caras que têm o talento de congelar momentos e fatos especiais e transformá-los em arte, assim como fez Bresson e Verger. Assim como faz Salgado, Adenor Gondim e meu amigo-irmão Netun Lima.
É do amigo e mano mui querido a imagem que uso pra prestar essa homenagem.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Do "Armazém de miudezas"..
Foto: Selmy Yassuda
“Nada que se aproxima me é estranho / fulano, sicrano, beltrano / seja pedra, seja planta, seja bicho, seja humano...”. O marujeiro da lua Waly Salomão (Sailormoon) traz-me saudades da contracultura baiana. Em dias e momentos difíceis nessas gerais, querendo romper a Lábia e sem Tarifa de embarque pra d’onde desejo ir, Me segura qu’eu vou dar um troço. Se ligue no trailer do fantástico Pan-cinema permanente, documentário sobre Waly feito pelo amigo pessoal Carlos Nader, ganhador do festival "É tudo verdade" de 2008:
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Hum... Odés e samurais dentro das quatro linhas
Foto: Eugene Hoshiko/AP
Em jogo pelo grupo E da Copa, Japão e Camarões fazem uma partida curiosa na África do Sul, onde a população majoritariamente negra tanto sofreu por séculos pela exploração de brancos, sustentada pelas falácias das teorias raciais biológicas do francês Gobineau, entre outros caras.
“Raça” é uma palavra que desejo que seja abolida dos diálogos de quem evita cair nas armadilhas das - que persistem ser - indecantáveis expressões idiomáticas do nosso cotidiano (“a coisa tá preta” e por aí vai...).
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domingo, 13 de dezembro de 2009
Das mulheres de Jorge...
"Por fora, o recato em pessoa. Calma de semblante e retirada, parecendo a própria mansidão; por dentro, ardendo de desejo, em fogo consumida, como Oxum, seu orixá."
Jorge Amado in Dona Flor e Seus Dois Maridos.
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